TABAGISMO

O tabagismo é a dependência do tabaco, causada principalmente por um dos seus componentes: a nicotina. Esta substância induz ao abuso do tabaco.

O tabaco provoca doenças como bronquites crônica, enfisema pulmonar e câncer no pulmão e faringe. O tabagismo é o fator de risco de doenças cardiovasculares mais importante, pois a incidência de doença arterial coronaria em fumantes é três vezes maior do que nos não fumantes. A possibilidade de sofrer uma doença do coração é proporcional à quantidade de cigarros fumados por dia e ao número de anos que você tem este hábito nocivo.




Tem dois fatores pelos quais o tabaco pode causar doença arterial coronaria:



  • Nicotina. Ela desencadeia a libertação das catecolaminas (adrenalina e noradrenalina) que danam às paredes das artérias (endotélio), aumentam a possiblidade de espasmo coronariano, produzem alterações na coagulação, aumentam os níveis de colesterol LDL (colesterol ruim) e reduzem os níveis de colesterol HDL (colesterol bom). Os níveis de nicotina no sangue dependem mais da quantidade de nicotina inalada do que da quantidade mesma de nicotina que o cigarro contém.
  • Monóxido de carbono. Ele diminui a quantidade de oxigênio que chega ao coração e aumenta o colesterol e a agregação plaquetária (a capacidade das plaquetas de se agregar e formar coágulos).



Por que deixar de fumar?


  • Melhora a respiração e você se sente menos cansado.
  • Diminui a predisposição à tosse e às doenças infecciosas.
  • Ajuda a sua cara e pele a rejuvenescer.
  • Recupera o paladar e o olfato.
  • Retarda a deterioração da função pulmonar.
  • Reduz num 20-50% a chance de infarto e morte súbita.
  • Três anos após deixar de fumar, o risco de sofrer infarto ou derrame será igual ao de quem nunca fumou.


Como deixar de fumar?

Sintomas da síndrome da abstinência

O processo de deixar de fumar tem várias fases:

1. Precontemplação. Você ainda não pensou em deixar o cigarro, mas você poderia deixá-lo no futuro.


2. Contemplação. Você está pensando em deixar o cigarro nos seis meses seguintes. Porém você duvida da sua capacidade para consegui-lo.


3. Preparação. Você está pensando num plano de ação para deixar o cigarro no mês seguinte. De fato, você já está tentando fumar menos.


4. Ação. Você já deixou de fumar por completo nos seis meses anteriores.


5. Mantimento.Você já não se esforça para evitar recaídas. Esta fase dura entre seis meses e cinco anos desde o momento que você deixa de fumar.


6. Recaída. A maioria dos ex-fumantes têm recaídas, mas a recaída não deve ser encarada como um fracasso. O verdadeiro perigo é nunca tentar.


7. Finalização. O desejo de fumar desaparece e você já não tem medo das recaídas.




Estratégias para deixar de fumar

O fundamental é querer deixar de fumar, ainda após várias recaídas. As dicas seguintes vão te ajudar a atingir seu objetivo:

  • Marque uma data para deixar o cigarro nos dias seguintes.
  • Faça uma lista com suas razões para deixar de fumar.
  • Conte o número de cigarros que você fuma, sem perceber, num dia.
  • Jogue fora os maços de cigarros, os isqueiros, e os cinzeiros que você tiver na sua casa, no escritório, no carro, etc.
  • Tente não fumar durante períodos curtos.
  • Procure aliados na sua família e amigos.
  • Lembre-se que os sintomas da abstinência (inquietude, ansiedade, irritabilidade, insônia, falta de concentração, aumento de apetite, grande vontade em fumar, etc.) são temporários, sem importar a intensidade deles.
  • Quando o dia chegar, a supressão do tabaco deve ser total. Evite situações nas quais você acostumava fumar, coma muita fruta, pratique mais exercício, tenha ao alcance da mão doces sem açúcar, rodeie-se de pessoas que apoiem você. Não esqueça: cada hora sem fumar é já um grande sucesso!


Tratamento para o tabagismo



1. Comportamental e psicológico.

  • Materiais de autoajuda
  • Conselhos breves
  • Terapia
  • Educação para analisar motivações, associações e situações de risco; aprender a encarar situações conflituosas e como procurar apoio social
  • Apoio social.
  • Apoio grupal.
  • Métodos psicoterapêuticos.

2. Farmacoterapia

  • Terapia de reposição nicotínica (TRN): gomas de mascar, adesivos transdérmicos, spray nasal e inalante em aerossol.
  • Agonistas ou antagonistas nicotínicos: lobelina e mecamilamina.
  • Acetato de prata.

3. Outros tipos de tratamentos

  • Exercício.
  • Acupuntura e hipnoterapia.

Tabagismo na gravidez.



Fumar durante a gravidez expõe o feto a perigos graves, pois ele se torna em fumante passivo jovem:

  • Risco grande de sofrer aborto espontâneo.
  • Possibilidade de parto prematuro.
  • Bebê com peso baixo.
  • Malformações congênitas no crânio e no aparelho urinário.
  • Aumento no risco de morte súbita do lactente. As estadísticas apontam que o risco de morte súbita do bebê no caso das mães fumantes é três vezes maior do que das mães não fumantes. No caso das mães que fumam mais de 20 cigarros por dia, o risco é até sete vezes maior.


Tabagismo em crianças e adolescentes


Alguns fatores para esta dependência precoce são:

  • Influência social.
  • Família e amigos fumantes.
  • Atitudes favoráveis para o consumo do cigarro.
  • Associar o tabaco e o álcool com o prazer.

Os jovens que chegam aos 15 anos sem fumar têm maiores probabilidades de nunca ser fumantes.



Fumantes passivos

A exposição à Poluição Tabagística Ambiental implica um aumento de 30% no risco de sofrer doenças cardiovasculares. Se você mora com alguma pessoa que fuma um maço de cigarros por dia é como se você fumasse nove cigarros por dia.




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